Ao embarcar a usuária do Serviço Atende Cristiane Correia da Rocha, 49 anos, moradora de um barraco de dois cômodos em uma das vielas do Jd. Cambara, zona oeste da cidade, para fazer hemodiálise na DaVita, na Barra Funda (zona oeste),o motorista José Ilizarde Augustinho percebeu que uma das rodas da frente da cadeira de rodas estava quebrada.

Ele não titubeou e acionou o motorista Giová da Silva, que conseguiu uma nova cadeira para Cristiane.

“O marido estava transportando ela empinando a cadeira e a roda que fica atrás estava ficando torta. Não custa nada ajudar o próximo”, diz José.

O presidente da Transwolff, Luiz Pandora, enaltece a atitude dos motoristas do Atende. “Parabéns para vocês. Que bom coração vocês têm. Os motoristas do Atende passam durante todo o dia a fé, a garra, a sensibilidade para as pessoas que transportam no dia a dia. É uma coisa de outro mundo a oração que eles fazem todos os dias pela manhã na garagem. Tenho muito orgulho dos motoristas do Atende”, enfatiza Pandora.

Cristiane que tem um problema no rim está com a visão comprometida e por conta disso perdeu o trabalho de empregada doméstica há um ano. O marido Fernando, 32 anos, abandonou o trabalho de Ajudante de Serviços Gerais para acompanhar a esposa na hemodiálise e também está desempregado. O filho Paulo, de 18 anos, também está desempregado.

Durante o trajeto ele também percebeu que Cristiane passava por dificuldade financeira e estavam sem alimento em casa. Ele procurou seu Giová e os dois montaram uma cesta básica e entregaram dia 30 de janeiro, sábado, na casa de Cristiane.

“Foi uma atitude muito bonita a deles. Quando entregaram a Cesta Básica não tinha quase nada. Pra não dizer que não tinha nada tinha um pacote de fuba e um pacote de macarrão”, afirmou. “Fiquei emocionada porque como pode nem me conhecem direito e me ajudaram?”, agradece Dona Cristiane. “Veio numa boa hora.”

“Todo mês retiro parte da cesta que recebo da Transwolff e faço doação para algum usuário”, diz o motorista José. “Quando entreguei a cadeira de rodas na casa dela vi que faltava tudo ali. Já senti no coração e montamos uma cesta e entregamos. Já estamos montando outra ainda mais completa”, completa Giová.