Morador do Grajaú, na zona sul de São Paulo, há dois anos e nove meses ele dirige na linha 6034-10 – Pq. Res. Cocaia – Term. Grajau, operada pela Transwolff.

Casado há 4 anos com Kellen Gray Velasco de Oliveira. Tem um filho Hector Juan, de três anos. A vida de Roberto Souza das Silva, o Beto, 39 anos, mudou da água para o vinho. Ele se afastou das drogas e do álcool. “Foi um pesadelo em minha vida”, resume.

Ele foi usuário de crack durante 10 anos, há 5 anos abandonou o vício. Os cerca de R$ 200 que arrecadava por dia com as latinhas que recolhia pelas ruas da zona sul e vendia no Ferro Velho era investido na droga.

Morador de rua durante quatro anos, morou em debaixo da ponte João Dias, migrou depois para debaixo da ponte Roberto Marinho, e depois debaixo do Cemitério São Luiz, onde fica uma galeria de esgoto.

“Só consegui vencer o vício por que busquei a Deus”, diz o irmão da igreja Presbiteriana Internacional que buscou refúgio em dez casas de recuperação, mas por conta da abstinência do crack fugia antes do final do tratamento.

Para sustentar o vício, vendeu a bicicleta de R$ 6 mil por R$ 85. Isso deixou uma cicatriz muito grande. No período que namorava com uma moça vendeu um ursinho de pelúcia que era de recordação da bisavó dela. “Confessei. Tem que ser verdadeiro, né.”

“O usuário de droga não quer saber o que é. Ele quer a droga. Vendi tênis, só pensa no vício. A droga causa um buraco na vida,

“Meu sonho é conquistar uma casa para meu filho. Para entrar na droga é fácil, mas para sair é difícil, pensei em se matar três vezes. A droga faz você baixar a cabeça. Jesus é o caminho.
Obrigado Transwolff pela oportunidade”.