O lema “Transwolff e Você, trabalhando juntos” foi novamente seguido ao pé da letra na tarde do dia 18 de abril de 2019 por motoristas, operacional e diretoria do Serviço Atende, que também é operado pela Transwolff.

Após ouvir de Mirian Silveira, mãe de um usuário, dizer para o filho Matheus que o irmão Davi Silveira Alves, 11 anos, estava indo fazer a terapia sem ter tomado café da manhã, o motorista André Souza de Freitas, 34 anos, ouviu o comentário. Ele transportou Davi até a Água Cristalina.

Ao longo do trajeto, ao conversar com a mãe, percebeu que a família estava com dificuldade financeira para comprar alimentos básicos para casa. Quando encerrou o expediente, ele consultou a direção do Atende se autorizava ele criar um grupo de WathsApp para contar a história da família para arrecadar alimentos. A direção não só autorizou, mas como também participou da doação que envolveu 140 profissionais.

Um levou açúcar, outro um pacote café, o outro o macarrão e assim por diante. Durante a interação no grupo foi relatado a história de mais duas famílias, que também acabaram sendo beneficiadas pela ação.

“Enxerguei no Atende a oportunidade de ajudar pessoas por meio do meu trabalho, doar um pouco mais de mim para os usuários. Eles devem ser tratadas como pessoas normais. É gente humilde e muito simples. Sabia que ali era a oportunidade de fazer algumas coisas boas e foi ali que tive a oportunidade”, agradece o motorista André.

A Transwolff liberou a van para levar os alimentos. “Foi uma surpresa grande, a alegria que o Davi nos recebeu, ficaram felizes com esta atitude. Mostramos nosso amor, nosso carinho e nossa atenção com o usuário. Queria agradecer a oportunidade que foi me dada, é uma empresa maravilhosa, aqui sim é uma família”, agradece novamente André.

Ele diz que amo de todo coração trabalhar com pessoas com necessidades especiais, afinal é a chance de fazer algo para que estas pessoas se sintam felizes. “Onde a gente passa, leva alegria para as pessoas”, enalteceu.

“Ninguém faz nada sozinho”, resumiu Antonio Audevan Albuquerque, o Audi, líder Operacional do Atende administrado pela Transwolff para demonstrar a visão que a empresa tem acerca das ações realizadas.

Para o motorista Giová da Silva, 55 anos, destes 22 anos no Serviço Atende, na Transwolff já trabalha há um ano e um mês no Serviço. Ele conta que ajudar o próximo não tem preço. “Quero agradecer a Transwollf por ter liberado o transporte para que a gente pudesse levar as cestas. Me sinto bem em ajudar”, diz o motorista.

“Foi muito bem-vinda. Pago aluguel, água e luz com apenas um salário mínimo. Fiquei feliz com a atitude por eles ajudar as pessoas. É pobre ajudando pobre. É muito gostoso. Pode levar pra frente esta ação bonita, esse gesto lindo”, disse. “Como Deus é maravilhoso”, diz. “Estou me sentindo muito valorizada, sem querer nada em troca, é lindo, é gratificante, né”, agradeceu Mirian.

A dona de casa Maria Rosa de Jesus Neta, 49 anos, moradora do Pq. do Lago, na região do Grajaú, mãe da Paloma Rosa Jesus, 25 anos, usuária do Serviço Atende e que faz tratamento na Lumen, no Planalto Paulista três vezes por semana.

“Lembro como se fosse hoje. Só tinha meio pacote de arroz, dois pacotes de feijão, dois pacotes de açúcar e uma caixa de leite, além de batata e cenoura que meu marido ganha do pessoal lá do Ceasa”, diz dona Maria. “Deus tocou no coração deles. Fiquei muito feliz, agradeci, não esperava mesmo. Deus abençoe eles e os outros colegas que ajudaram. Agora tem café”, comemora.

O marido Sinval, 56 anos, era pedreiro, porém há dois anos convalesce de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e por conta disso não exerce mais a função e faz bico no Ceasa carregando caixas. Para ajudar na única renda da família que é benefício que a filha recebe por meio da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).

“Chegou numa hora boa, estou desempregado. Faço um bico e ainda eles me dão verdura e frutas”, comemora.

Superação

A dona de casa Maria Gomes de Alencar, 51 anos, moradora do Pq. Residencial Lago Azul é mãe da Ana Vanessa Gomes Alencar, 18 anos, que utiliza o Serviço Atende há anos e atualmente usa o Atende para levar a filha aos passeios que o serviço promove no fim de semana.

Como Ana depende da mãe, ela não pode trabalhar. O marido Erisvaldo Viana de Alencar, 51 anos, era fotógrafo no bairro. Ele tinha um jegue que o enfeitava e colocava uma cadeirinha para registrar imagens de crianças do bairro, depois fez uma carretinha com rodinha onde tinha um cavalinho de gesso para as crianças tirassem foto. Porém, com o crescimento do uso do celular com câmera, foi obrigado abandonar a profissão, afinal a clientela sumiu.

Atualmente ele faz bico de vendedor pelas ruas do bairro e da região: vende gel, ‘dotozinho’ e travesseiro. Esta é a única renda da família, além da LOAS.

No dia da entrega da cesta, ela lembra que tinha meio pacote de arroz em casa e um kg de feijão. “Fiquei tão emocionada que parecia uma criança, fiquei muito feliz”, recorda com alegria.

Com pressão alta e diabetes, ela toma insulina duas vezes ao dia. Faz hemodiálise há três anos três vezes por semana pelo fato de os rins não funcionarem. Ela está na fila do transplante dos rins, porém como está com gordura no coração mesmo se for chamada não poderá fazer a cirurgia. Mas nem isso a desanima por estar brigando pela vida muito menos para cuidar da filha.

“Acredito em Deus que me dá força para continuar lutando Sou iluminada, meu armário está cheio agora”, diz emocionada. São pessoas que tem Deus no coração.” Peço que Deus dê saúde a eles que na verdade nem sei direito como agradecer.”